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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Madrugada

É a escuridão tomou conta de tudo e um vento frio sacode as folhas da mangueira gerando um som suave de paz.
O que quero mais? por maior que seja  a tempestade de luzes do dia, a noite traz a calmaria e a tranquilidade em meio a escuridão que antes me atordoava e hoje transpassa a paz que falta em luz solar.
E olho todos os animais a se aconchegar em algum lugar pra saborear esse momento único que é tão lindo que nos adormece, sem perceber perdemos o show que acontece todas noites no palco gratuito celeste.
Como posso dormir vendo tanta harmonia, tanta simetria, pura poesia na vida, sendo vida até morrer no nascer do sol.
Que me importa o resto? quero esse vento que de tão frio e limpo me sufoca, eu quero essa paz que dilacera minha dor e desfaz meu desprazer, me faz curtir a solidão como quem prova um vinho raro e caro, como tão cara é a felicidade.
Quero promover a mesma quantidade de estrelas no céu em sorrisos no meu rosto, é impuro viver a pureza da vida?
Morro todo dia um pouco, então porque deixar de viver os segundos que me são tomados pelo tempo.
Abate um silêncio, uma frágil sensação de paz e leveza que só as noites podem fornecer.
 

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